Artigo Junho de 2019 sobre A soft skill Empatia no processo de liderança

Workshop sobre Gestão da Mudança Organizacional na filial da Henkel
12 de junho de 2019
Alguns momentos do treinamento Pipeline de Liderança Módulo III no Grupo Simões
14 de junho de 2019
Mostrar Tudo

Artigo Junho 2019

A soft skill empatia no processo de liderança

A partir deste mês, vamos postar artigos sobre temas relevantes envolvendo o tema liderança. Começaremos falando sobre as 6 soft skills mais desejadas do mercado, de acordo com minucioso estudo sobre as tendências e os anseios dos principais líderes das maiores organizações mundiais para vivenciar a Indústria 4.0. Estas soft skills são: empatia, resiliência, humildade, colaboração, engajamento e visionário. Elas são trabalhadas nos seminários Liderança 6.0 e Atendimento 6.0. Estes seminários visam, respectivamente, humanizar a liderança e o atendimento, numa época em que sistemas, plataformas de inteligência artificial, algoritmos e apps estão fazendo quase tudo!

De acordo com o pesquisador e professor de Políticas Públicas, Educação e Economia na Universidade de Harvard, David Deming, “a automação ‘engole’ empregos ao redor do mundo, mas ainda está distante de substituir trabalhadores que combinem diversas habilidades complementares entre si – em especial habilidades sociais, como a capacidade de escutar e de trabalhar eficientemente em equipe”. Deming é autor do estudo “A crescente importância de habilidades sociais no mercado de trabalho”. Neste artigo, vamos falar sobre a soft skill empatia.

Empatia no processo de liderança

Muito se fala em empatia. Comumente, definimos empatia como “a capacidade de se colocar no lugar do outro”. Segundo o professor José Roberto Goldim (Mestre em Educação e Doutor em Medicina (Bioética) pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul), empatia é “… olhar com o olhar do outro, considerando a possibilidade de uma perspectiva diferente da sua.” Mas o que isso envolve, exatamente?

Estudos recentes em psicologia e neurociências consideram empatia como uma espécie de “inteligência emocional”. Envolve o desprendimento, o desapego às nossas crenças, valores e preconceitos para compreendermos os modos de pensar, agir e sentir de outra pessoa. Ouvir o outro sem nossos filtros e sem nossos mapas mentais de interpretação do mundo. Praticar a escuta ativa e colocar as lentes do outro, compreendendo seus sentimentos, emoções, expectativas, dificuldades, facilidades, problemas e frustrações. Parece fácil? Nem tanto! Requer disponibilidade interna e aceitação do diferente. É preciso tirar a atenção de mim e focar na outra pessoa.

No mundo ideal, a empatia deveria estar presente em todas as nossas relações. Mas vamos trazer a discussão para o ambiente de trabalho. Como a empatia pode ajudar gestores a estabelecer relacionamentos saudáveis com seus liderados?

 

Como empatia e liderança se relacionam

Na relação entre gestor e subordinado, empatia é fundamental. O gestor que estabelece um relacionamento de empatia com seus funcionários, colocando-se no seu lugar, compreendendo seus sentimentos, pontos de vista, anseios e inseguranças, certamente, terá mais facilidade para liderá-los. Também adotará atitudes mais assertivas visando seu desenvolvimento.

Líderes empáticos levam suas equipes a alcançar altos níveis de sinergia, satisfação no trabalho, engajamento, comprometimento e produtividade.

 

O líder empático compreende que cada pessoa é única. Aceita, respeita e convive bem com as diferenças entre os membros de sua equipe. Pratica a escuta ativa e sem julgamentos. Promove um ambiente de empatia entre todos, o que acarreta um clima de:

– Paciência, respeito e tolerância em relação à diversidade de ideias, pensamentos e sentimentos.

– Abertura e entendimento para tratar conflitos de forma positiva.

– Relacionamentos baseados na confiança.

– Maior assertividade no estabelecimento de metas, objetivos e planos de desenvolvimento.

– Melhoria na relação com clientes internos e/ou externos. Habituados a conviver num ambiente com empatia, todos serão empáticos também com seus clientes, identificando com mais clareza seus desejos e necessidades para melhor atendê-los.

– Incremento nos índices de criatividade e inovação. Sabendo que serão ouvidos e terão suas opiniões respeitadas, os funcionários se sentirão mais a vontade para sugerir mudanças e melhorias.

– Altos níveis de sinergia, satisfação no trabalho, engajamento, comprometimento e produtividade.

Finalizando, líderes considerados empáticos por suas equipes alcançam resultados melhores, incrementam o índice de retenção de talentos e obtêm baixos índices de rotatividade, absenteísmo e presenteísmo. Que gestor não quer um resultado destes para sua área?

E quanto à sua atuação? Você se considera um líder que pratica a empatia? E quanto à sua equipe? Seus colaboradores lhe consideram um líder empático, que os ouve, compreende e respeita?

Se você quiser conhecer em que grau você utiliza suas competências sociais e como fazer para desenvolvê-las, entre em contato conosco!

www.cerbr.com.br