

A partir deste mês, vamos postar artigos sobre temas relevantes envolvendo o tema liderança. Começaremos falando sobre as 6 soft skills mais desejadas do mercado, de acordo com minucioso estudo sobre as tendências e os anseios dos principais líderes das maiores organizações mundiais para vivenciar a Indústria 4.0. Estas soft skills são: empatia, resiliência, humildade, colaboração, engajamento e visionário. Elas são trabalhadas nos seminários Liderança 6.0 e Atendimento 6.0. Estes seminários visam, respectivamente, humanizar a liderança e o atendimento, numa época em que sistemas, plataformas de inteligência artificial, algoritmos e apps estão fazendo quase tudo!
De acordo com o pesquisador e professor de Políticas Públicas, Educação e Economia na Universidade de Harvard, David Deming, “a automação ‘engole’ empregos ao redor do mundo, mas ainda está distante de substituir trabalhadores que combinem diversas habilidades complementares entre si – em especial habilidades sociais, como a capacidade de escutar e de trabalhar eficientemente em equipe”. Deming é autor do estudo “A crescente importância de habilidades sociais no mercado de trabalho”. Neste artigo, vamos falar sobre a soft skill empatia.
Muito se fala em empatia. Comumente, definimos empatia como “a capacidade de se colocar no lugar do outro”. Segundo o professor José Roberto Goldim (Mestre em Educação e Doutor em Medicina (Bioética) pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul), empatia é “… olhar com o olhar do outro, considerando a possibilidade de uma perspectiva diferente da sua.” Mas o que isso envolve, exatamente?
Estudos recentes em psicologia e neurociências consideram empatia como uma espécie de “inteligência emocional”. Envolve o desprendimento, o desapego às nossas crenças, valores e preconceitos para compreendermos os modos de pensar, agir e sentir de outra pessoa. Ouvir o outro sem nossos filtros e sem nossos mapas mentais de interpretação do mundo. Praticar a escuta ativa e colocar as lentes do outro, compreendendo seus sentimentos, emoções, expectativas, dificuldades, facilidades, problemas e frustrações. Parece fácil? Nem tanto! Requer disponibilidade interna e aceitação do diferente. É preciso tirar a atenção de mim e focar na outra pessoa.
No mundo ideal, a empatia deveria estar presente em todas as nossas relações. Mas vamos trazer a discussão para o ambiente de trabalho. Como a empatia pode ajudar gestores a estabelecer relacionamentos saudáveis com seus liderados?
Na relação entre gestor e subordinado, empatia é fundamental. O gestor que estabelece um relacionamento de empatia com seus funcionários, colocando-se no seu lugar, compreendendo seus sentimentos, pontos de vista, anseios e inseguranças, certamente, terá mais facilidade para liderá-los. Também adotará atitudes mais assertivas visando seu desenvolvimento.
Líderes empáticos levam suas equipes a alcançar altos níveis de sinergia, satisfação no trabalho, engajamento, comprometimento e produtividade.
O líder empático compreende que cada pessoa é única. Aceita, respeita e convive bem com as diferenças entre os membros de sua equipe. Pratica a escuta ativa e sem julgamentos. Promove um ambiente de empatia entre todos, o que acarreta um clima de:
– Paciência, respeito e tolerância em relação à diversidade de ideias, pensamentos e sentimentos.
– Abertura e entendimento para tratar conflitos de forma positiva.
– Relacionamentos baseados na confiança.
– Maior assertividade no estabelecimento de metas, objetivos e planos de desenvolvimento.
– Melhoria na relação com clientes internos e/ou externos. Habituados a conviver num ambiente com empatia, todos serão empáticos também com seus clientes, identificando com mais clareza seus desejos e necessidades para melhor atendê-los.
– Incremento nos índices de criatividade e inovação. Sabendo que serão ouvidos e terão suas opiniões respeitadas, os funcionários se sentirão mais a vontade para sugerir mudanças e melhorias.
– Altos níveis de sinergia, satisfação no trabalho, engajamento, comprometimento e produtividade.
Finalizando, líderes considerados empáticos por suas equipes alcançam resultados melhores, incrementam o índice de retenção de talentos e obtêm baixos índices de rotatividade, absenteísmo e presenteísmo. Que gestor não quer um resultado destes para sua área?
E quanto à sua atuação? Você se considera um líder que pratica a empatia? E quanto à sua equipe? Seus colaboradores lhe consideram um líder empático, que os ouve, compreende e respeita?
Se você quiser conhecer em que grau você utiliza suas competências sociais e como fazer para desenvolvê-las, entre em contato conosco!